| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | L. rufa |
O colegial (Lessonia rufa) é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Já foi classificada como Alauda rufa (Gmelin, 1789) e também considerada uma espécie monotípica com seu congênere dos Andes, Lessonia oreas. Esse gênero é considerado através de caracteres morfológicos externos e internos aparentado às marias-preta (Knipolegus sp.).
Seu nome significa: de lessoni, lessonia, lesonii = homenagem a René Primevéri Lesson (1794-1849) naturalista francês; do (latim) rufa; rufus = castanho, vermelho; em ornitologia rufus, rufa e rufum cobrem um amplo espectro de cores de amarelo, laranja, marrom, vermelho e roxo. - (pássaro castanho de Lesson).
Ave de pequeno porte, mede 11 centímetros de comprimento. O macho possui exuberante plumagem negra com o dorso alaranjado, enquanto a fêmea é mais inconspícua, apresentando plumagem pardacenta, rabadilha preta e o dorso em tons mais apagados que o macho.
Usualmente aos pares, procura insetos de pequeno porte no solo ou nos galhos baixos.
Nidifica no solo entre a vegetação. O ninho é uma taça pequena construída com fibras e internamente penas. Põe três ovos de cor creme com pintas castanhas e vermelhas.
Habita ambientes abertos com gramíneas curtas e nas proximidades d'água.
Quanto aos hábitos de alimentação, primariamente caça pequenos artrópodes no solo, irrequieto e com rápidos movimentos, mas também pode caçar do modo tradicional dos papa-moscas, caçando as presas em voo. Em um estudo realizado na Patagônia, os autores observaram que as presas consumidas pelo colegial são correlacionadas diretamente com o tamanho do seu bico, ao contrário dos outros passeriformes estudados (Grigera & Trejo, 2007).
Se reproduz desde a Terra do Fogo no Chile central até a Argentina e inverna no norte do Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e sul e sudeste do Brasil, neste último principalmente na região dos pampas e lagoas do Rio Grande do Sul, onde é considerado um migrante comum. O limite norte já registrado para a espécie no Brasil é o estado de São Paulo, com registros na região de Santos/Cubatão (Silva e Silva & Olmos, 2007) e Ubatuba (Simpson & Simpson, 2011). Ainda, no Paraná foi observado na região litorânea no município de Paranaguá (Bornschein & Reinert, 1997) e em Santa Catarina existem registros no município de Laguna (Azevedo & Ghizoni-Jr., 2005) e em Florianópolis (Ghizoni-Jr. et al., 2013).